Na ressaca dos resultados desportivos do fim-de-semana, sobretudo o apuramento do Marítimo para a pré-eliminatória da Liga Europa, são várias as implicações 'domésticas' deste feito inesperado. Entre as reacções geradas, admite-se que no campo meramente clubístico esta questão seja rentabilizada em função das preferências pessoais. Os simpatizantes dos clubes têm o direito de desfrutarem do momento ou de desabafarem angústias acumuladas.Bem diferente é aquilo que se espera dos dirigentes dos clubes e até dos responsáveis políticos. Vem isto a propósito da eventualidade de poder-se criar um 'caso' sobre o local onde o Marítimo deverá disputar a(s) pré-eliminatória(s) da Liga Europa, dado que o Estádio dos Barreiros está em obras.Os contribuintes madeirenses divertem-se com o futebol e também já deram mostras de saberem divertir-se com algumas tontices de alguns dirigentes com ego descomunal. Mas outra coisa seria assistir-se a chantagens desmesuradas, estando em causa infra-estruturas custeadas integralmente por dinheiros públicos versus birras pessoais.Aí, alto e pára o baile.Agostinho Silva, Editor de Desporto