Nuno Silva Como morador no centro do Funchal, e em particular, perto do Mercado dos Lavradores, sinto-me na obrigação de escrever sobre o tipo de festas que se está a planear realizar nesse espaço. Concordo e simpatizo com o evento Noite de Fados, que decorreu no passado fim-de-semana, cuja realização corre sempre bem, a horas decentes e sem nada a apontar. No dia 23 de Dezembro, acho muito bem toda a animação feita em redor do Mercado. Agora, não entendo nem concordo com festas, mascaradas de pseudo-arraiais populares que começam às 22h da noite e depois passam a "raves" até às altas horas com DJ's e afins, como a que vai acontecer no próximo dia 18 de Dezembro, 5 dias antes da grande noite de dia 23, de acordo com a notícia do DN Madeira de 6 de Dezembro de 2010. Depois o que virá, mais uma Rave interminável e com ruído ensurdecedor no fim do ano como no ano passado? Gostaria de saber onde mora a dra. Rubina Leal, vereadora responsável pela gestão do Mercado dos Lavradores na CMF, para propor fazer lá perto da sua casa um pseudo-arraial com DJ's até às 6h00 da madrugada, em teoria, pois ficam sempre até mais tarde, incomodando quem lá mora perto: crianças, bebés, pessoas de idade e outras pessoas que precisam da sua noite de repouso (quase) absoluto. A CMF autorizaria uma Festa destas na Escola da Pena, ao fim-de-semana? Não me parece. Uma Festa não são festas, mas tudo o que é demais torna-se um exagero e embora as Festas que acabam a horas decentes (incluindo a do dia 23 de Dezembro que respeito e tolero e que até já faz parte do nosso calendário natalício) não prejudiquem ninguém (ou quase), os pseudo-arraiais com DJ's e Raves camufladas são muito prejudiciais a quem mora perto do Mercado dos Lavradores, pois o nosso querido Mercado não está preparado com insonorização suficiente para albergar tais ruídos e tamanha poluição sonora. E ainda querem que as pessoas venham viver para o Centro? Só se for para perder qualidade de Vida.