Como, apesar de tudo e contrariando todas as expectativas, afinal não fui despedido, vou continuar a abusar da vossa paciência falando do mesmo: - a necessidade de nos concentrarmos no essencial, no Produto. Reza a história que Oscar Niemeyer, o famoso arquitecto brasileiro que desenhou o complexo do Casino da Madeira, quando terminou o esboço do dito terá exclamado: "- Que beleza, put… que par... a natureza!" Convém esclarecer que Niemeyer projectou o complexo sem nunca ter vindo à Madeira e tendo por base fotografias tiradas pela Força Aérea Americana. E que disse o que disse não do desenho, evidentemente, mas da nossa Ilha. Se dúvidas tivesse quanto ao que considero ter sido a nossa maior mais-valia, factor não só caracterizador como definidor do destino, este simples comentário, por vir de quem vem, é suficiente para reforçar a minha crença de que a Madeira era um destino Natureza! Não, não me enganei no tempo verbal… Porque não estou certo que se queira que a Madeira seja um destino Natureza… O que é absolutamente legítimo, tanto quanto esta opinião, de que deveria continuar a ser. Carece é de urgente definição, seja ela qual for! É por isso que defendo a revisão da estratégia, procurando perceber como nos vê a procura - a que já existe, a potencial e aquela que, por alguma razão, não nos inclui nas suas escolhas. Começaríamos, assim, por responder ao "o quê", a base de tudo o resto. A continuar, porque se acabaram os caracteres…

André Barreto, Empresário