Os 'jagunços', são uma espécie de "paus-mandados" dos senhorios, que, se necessário for, beijam o chão por onde passa o grande Coronel e não hesitam em ser uma espécie de "voz do dono", fazendo o impossível para controlar tudo o que mexe, não vá o poder escapar a quem manda e, por via disso, haver prejuízo para os 'jagunços' que comem à mesa do Orçamento. A pouco mais de dez meses das Eleições para a Assembleia Legislativa da Madeira, o partido do poder já deu orientações para que os seus 'jagunços' - que são apenas comissários políticos do PSD, e nada mais! -, colocados em pontos estratégicos na cena desportiva regional, se atirassem contra as minorias que democraticamente representam cerca de 20 mil madeirenses. As Instituições Centenárias Respeitáveis - nas quais pulula essa "jagunçada" - merecem outra consideração e são também pertença de militantes dos Partidos da Oposição. A esmagadora maioria das Massas Associativas sabem que faz sentido que essas Instituições Centenárias Respeitáveis recebam um pouco menos do erário público para que quem passa por necessidades tenha mais ajuda social. Porque muitos adeptos dessas Instituições Centenárias Respeitáveis também passam por dificuldades. Porque muitos funcionários públicos, adeptos dessas Instituições Centenárias Respeitáveis, vão sofrer com cortes nos seus salários e gostariam de receber um pouco mais no final do mês nem que para isso o seu clube recebesse um pouco menos do Orçamento da Região. Porque muitos chefes de família, adeptos dessas Instituições Centenárias Respeitáveis, têm dificuldades em colocar na mesa a comida para matar a fome aos seus filhos e estariam de acordo que fosse criado um complemento regional ao abono de família, direccionado para os que menos têm. Isto é verdadeira solidariedade social, que não se resume à época natalícia. É preciso mais que jogos de solidariedade para ajudar quem menos tem. Não que esses jogos não sejam importantes! São! Mas mais importante é a política social em prol dos que menos têm. E o Bloco de Esquerda pratica essa solidariedade de cara levantada, sem que os seus dirigentes tenham necessidade de se ajoelharem perante o poder: porque é melhor morrer de pé do que viver toda a vida ajoelhado perante os coronéis, como fazem os 'jagunços'!

Roberto Almada, Líder do BE-Madeira