Está em curso um movimento à escala europeia, com origem em França. Bem se pode chamar "revolução contra a banca" que apela aos cidadãos europeus que retirem o seu dinheiro dos bancos, amanhã, dia 7 de Dezembro Esta é uma crise artificial criada pelos bancos que se fartaram de fazer negócios muitos deles virtuais com o dinheiro que o cidadão comum deposita. Não há greve que resulte numa alteração de política económica enquanto aqueles que verdadeiramente mandam nos governos não forem atingidos. E esses são os banqueiros e os ditos mercados financeiros, entidade obscura, sem rosto que comanda os nossos destinos comuns. Esta revolução contra a banca é pacífica e tem por objectivo educar os cidadãos para que se apercebam como funciona esta economia de mercado que nada tem de democrático. No entanto se toda a gente retirar o seu dinheiro dos bancos aí finalmente os banqueiros e os políticos que lhes aparam o jogo vão saber quem realmente é detentor do poder. Globalmente é o Banco Central Europeu e a Reserva Americana quem controla a economia mundial. Mas de onde lhes vem tanto dinheiro para emprestar a bancos e aos estados? Como o dinheiro não nasce do nada só pode vir dos depósitos e dos chorudos lucros que conseguem sobre os valores que emprestam, mesmo em tempo de crise, e também dos impostos que não pagam como qualquer outra empresa. O BCE empresta aos bancos portugueses a 1% e os bancos portugueses emprestam ao estado a 6% ou 7%. E como é que o estado vai pagar aos bancos? Com os nossos sacrifícios. Ou seja toda esta austeridade serve para engordar os banqueiros. Está na hora de estes senhores sentirem que o sistema pode colapsar no dia em que os cidadãos assim o quiserem e para isso basta que levantem todo o dinheiro que têm nos bancos. Os mentores deste movimento invocam Gandhi e Martin Luther-King para apelarem ao protesto pacífico e silencioso. Como já se viu greves gerais e manifestações de nada valem até porque no extremo os estados têm do seu lado o poder das armas, as polícias e os exércitos prontinhos para defenderem os banqueiros e os seus bens. Mas para tirar o dinheiro do banco não é preciso barulho e ninguém nos vai importunar com bastões e armas de fogo pelo menos enquanto houver um resquício de civilização nesta Europa dos Direitos Humanos. Apelo aos órgãos de comunicação social que tomem a dianteira deste movimento, cheguem-se à frente em vez de darem tanto espaço e tempo de antena aos profetas da desgraça que a todo o custo querem que o FMI entre em Portugal. Aqui fica o site para mais informações sobre esta iniciativa. Não se esqueça, amanhã levante o seu dinheiro do banco.
Paulo Santos