A Madeira acolheu o XXXVI Congresso da APAVT em mais uma expressão de solidariedade, já que potenciou os efeitos multiplicadores que estas iniciativas têm na cadeia de valor do Turismo e na economia regional, constituindo mais uma forma de divulgar o regresso à normalidade deste destino. O Congresso debateu, num dos momentos, "Destinos: que novas exigências" tendo Peggy Bendel defendido que o vingar da marca depende do "uso" dos elementos da "identidade do destino", designadamente os que asseguram a "diferenciação do destino" dos seus concorrentes, envolvendo o máximo de "sentidos" (visão, audição, cheiro, sabor e tacto). Analisando os registos de anteriores Congressos encontramos, em 2007, Tiago Canas Mendea que foca a "autenticidade" e estabelece uma listagem de "fragilidades" dos elementos da "autenticidade" utilizados na divulgação de Portugal enquanto elementos associáveis a muitos outros destinos; Já em 2008, Jorge Sampaio com grande clareza e precisão, "despido" de agenda política, enumera os "seus" 10 princípios visando a afirmação de uma "marca-país" ganhadora: coerência, arrojo, visão, respeito, transversalidade, integração, vida, profissionalismo, longo prazo e sustentabilidade (www.apavtnet.pt). Pedro Bidarra alertou para a necessidade de Portugal encontrar o seu lugar, deixar de ser (des)conhecido como mais um país do sul da Europa, sugerindo que se afirmasse como "Europe´s West Coast / A Costa Oeste da Europa", sendo que "West Coast"teria associado elementos como sol, praia, qualidade de vida, lazer e ar livre, "Europe" teria associado elementos como historia e cultura, segurança e estabilidade entre outros. Partilho a pesquisa que fiz com a certeza da utilidade destes registos. Fico na dúvida sobre quantos têm-nos consultado. Acredito que a repetição das ideias potencia a sua aplicação e corroboro da opinião que só com estratégias firmes e consistentes atingiremos, um dia, marcas fortes.
Rui Gomes Coelho - Economista