Nos dias que correm, nem temos tempo para parar e pensar em futilidades que nos acompanham diariamente. Só o fazemos quando algo de "brusco" nos depara. Por vezes perguntamos, porquê?. Tudo tem uma razão de ser e nada acontece por acaso. A nossa atitude condiciona vidas e pessoas, acontecimentos e eventos. Ainda hoje recebia um mail, de uma pessoa muito amiga, e aproveito para partilhar o que sinto sobre a "Atitude". Muitas vezes falamos de países ricos ou pobres, países novos ou antigos, ricos em matérias-primas ou trabalho, de pessoas ricas ou pobres, de diferentes culturas ou diferentes geografias. O que muda? O que condiciona? A atitude! A diferença entre países ricos e pobres, não está nos recursos naturais disponíveis, muito menos condiciona o nível intelectual do seu povo. Também não é reflexo da sua cor, tamanho, raça ou religião. O que marca a diferença é a atitude. A atitude das pessoas, marcada e moldada ao longo de anos, de gerações, pela sua educação e pela sua cultura. Tinha um professor universitário, no meu curso de Gestão de Empresas, que me dizia sempre: "…se queres ter sucesso numa empresa, começa sempre por conhecer bem a sua cultura…". O mesmo se faz com um povo ou região. Um povo superior é aquele que tem a ética como princípio básico, que é íntegro, que é responsável, pontual, respeita leis e regulamentos, os direitos dos cidadãos, que trabalha por prazer e paixão, que privilegia a poupança e o investimento, que deseja e luta sempre pela superação e perfeição. Os países pobres têm grande dificuldade de seguir estes princípios. Somos pobres, porque nos falta atitude, não porque nos faltam recursos naturais. Ter poder de decisão é muito mais do que decidir. É ser-se responsável, por nós e por quem nos rodeia, por hoje e por um "amanhã". É ser capaz de ensinar e dar bons exemplos, de transmitir valores e paixão pela vida e respeito pelo próximo, pelo que deixamos a futuras gerações, pelo que construímos e sobretudo pela grandiosidade da simplicidade com que o fazemos. Falta muito… Falta mudar de atitude!

Pedro Calado, Presidente da AMAK