Durante anos, alertámos para as políticas erradas do Governo Regional do PSD que conduziram a Madeira ao colapso financeiro. Ora, as provas estão aí: uma divida directa de mais de mil milhões de euros; uma divida indirecta que ronda os 4 mil milhões e meio de euros e uma dívida a empreiteiros e fornecedores da ordem dos 500 milhões. Um modelo de desenvolvimento assente em obras públicas, construídas à custa de endividamento; um sector privado criado na sombra dos investimentos e dos subsídios públicos; a canalização dos apoios europeus para o Governo e Câmaras em prejuízo das áreas produtivas; a menorização do turismo como sector estratégico, tudo isto contribuiu para a profundíssima crise que atinge a Madeira. Há muito tempo que o CDS alerta para a necessidade de mudar de ciclo económico e apostar mais na produção e menos no betão. O Governo Regional do PSD fez ouvidos de mercador. O pior é que persiste no erro, como demonstra o Orçamento para 2011. São 1600 milhões de euros para satisfazer o lóbi da construção civil e os interesses eleitorais do PSD. Um Governo responsável teria feito um Orçamento e um Plano com 7 prioridades: reconstruir o que foi afectado pelos temporais de Fevereiro e os incêndios de Agosto; pagar as dívidas que asfixiam as empresas; apoiar os sectores produtivos e a manutenção do emprego; reforçar as verbas para a promoção do turismo; cortar os desperdícios e esbanjamentos da Administração; combater as desigualdades sociais e atenuar o impacto da redução de salários, do corte nos apoios sociais e da subida de impostos na Madeira. Este não foi o caminho escolhido pelo PSD. Esta será a via alternativa defendida pelo CDS.
José Manuel Rodrigues, Deputado do CDS na AR