Duarte Caldeira Ferreira Entendo que quando há lago de novo, com interesse, que também deve ser divulgado, de modo a que todos fiquem devidamente informados e que possam beneficiar da sua aplicação prática. É o que pretendo fazer com esta meia de dúzia de linhas, esclarecer, propagandear e elogiaras medidas que agora começam. Talvez seja melhor dizer que finalmente, começaram a perceber que é urgente mudar a nossa agricultura de modo a que passe a ser rentável e que, a jusante, consiga que a nossa pequena industria, também, tenha competitividade competitividade em relação a similares importados. Há muito que diríamos que além de apoios á produção, daquilo que realmente se produz, seria necessário, também apoiar que está logo a seguir. Começou-se por aumentar alguns apoios, neste caso concreto aos viticultores que se dediquem á produção de uvas que proporcionem vinhos de qualidade, com um reforço dos apoios para as castas tradicionais : Sercial, Boal, Verdelho, Malvasia ( que esperemos seja só a Malvasia Cândida), Terrantez e Bastardo, tanto na fase de reestruturação, como na de apoio á manutenção. Assim na reestrutração foram majorados os apoios ás castas mais em falta e menos produtivas, de modo a reduzir a diferença de resultados entre as castas tradicionais e aquelas que existem em mais quantidade, como é o caso das castas Tinta Negra e Complexa. Por outro lado os apoios anuais também tiveram aumentos da ordem dos cinquenta por cento, para as castas atrás citadas. Ainda não é aquilo que entendemos ser necessário, mas foi dado um passo muito importante, que necessita de ser complementado pelas fabricantes de vinho Madeira, a exemplo do que já fazem os produtores de vinho de mesa madeirense, que já valorizam as castas usadas no fabrico dos seus vinhos em mais 20% ( pelo menos), para que se consiga um preço mais justo e equilibrado. Há muito tempo que reínvidicavamos que a qualidade tem que ser melhor paga para compensar aqueles que labutam a terra, procurando produzir o que de melhor existe para produzir os vinhos Madeira. Com este início de reconhecimento, possamos evitar a extinção de algumas dessas castas. Aplaudimos esta iniciativa, não como um fim, mas sim como um começo. Por outro lado, foi alargada uma medida já existente para o vinho Madeira, para outros sectores, como sejam as aguardentes, licores e vinhos madeirenses, que é um apoio á comercialização da ordem dos 48 centimos por cada garrafa de 0,75 cl. Note-se que medida idêntica já estava em vigor na Região Autónoma da Madeira e, que só a partir do próximo ano ( 2011), vigorará na RAM e beneficiará os produtores madeirenses a partir de meados de 2012. Estes apoios já são, também um começo e que deveriam ser complementados, pelo menos para os vinhos madeirenses, com menos custos na Adega de São Vicente, tal como foi concebida. Os nossos aplausos vão para o facto de estas medidas representarem um reconhecimento daquilo que há muito tempo exigíamos á secretaria da tutela e que, esperamos, seja somente um começo, porque outras medidas se impõem, nomeadamente no sentido de recuperarmos o nome que o nosso Vinho Madeira já teve em todo o Mundo. Não nos esqueçamos daquele rei de um país da Europa, que desejou morrer dentro de uma pipa de vinho Madeira da casta Malvazia (Cândida ou Candia)…