A acabar um ano, e depois das devidas avaliações e apreciação dos factos ocorridos, temos de ser capazes de começar a construir as estratégias, as prioridades de investimento e a realização de tarefas que nos permitam cumprir os objectivos delineados para o ano que se avizinha. O que nos traz ao tema de hoje. Será que a conjuntura nos deve impelir para o investimento? Será que é fundamental aumentarmos o nosso perfil de risco em contexto de incerteza? Como nos deveremos posicionar para mantermos a operação e ainda sermos capazes de crescer com as notórias dificuldades de liquidez trazidas por um sector financeiro desnorteado? São tudo questões cujas análises têm de ser casuísticas e dependentes do sector económico em análise, mas o que me parece certo é que as opções estratégicas têm de ser tomadas, não sendo o conformismo uma opção, dado que pode ser o suficiente para deixarmos de ser competitivos e rentáveis num mercado cada vez mais concorrencial e globalizado. A estratégia terá então de assentar numa destas 4 prioridades, seja a sobrevivência a longo prazo, o crescimento sustentado, a rentabilidade adequada do negócio e/ou do investimento ou a sua capacidade de inovação. A necessidade absoluta de posicionamento da nossa empresa no mercado e face à concorrência pode e deve ser factor de decisão de investimento como complemento dos tradicionais indicadores económicos e financeiros. Sem a abrangência do contexto da estratégia e do investimento, a nossa capacidade de errar aumenta exponencialmente. A criatividade é também fundamental, dado que vivemos numa época de baixos recursos disponíveis, de forma a rentabilizarmos ao máximo as alternativas estratégicas tomadas. O mercado, apesar de analisar as tendências com base no passado, não é autista. O futuro depende essencialmente do que fizermos hoje. As conquistas empresariais nascem sempre da estratégia. Não podemos esperar que as nossas empresas, pelo simples facto de terem funcionado bem no passado, funcionarão bem no futuro. E assim prova-se que o investimento não tem de ser elevado, tem sim de ser direccionado.
Cláudio Ribeiro, Secretário-Geral da AJEM