Gaudêncio Figueira Há cerca de sessenta anos a Sociedade Portuguesa de Autores distinguiu Luandino Vieira com um Prémio. Poeta de mérito da língua portuguesa, nascera em Angola, e simpatizava com o MPLA. Surgiu, por isso, grande alarme social e a sede da SPA acabou próxima da destruição. O "Diário da Manhã", uma coisa estilo JM do Estado Novo, com duas vantagens de monta sobre o jornal: era escrito em bom português (aprendia-se lendo-o), a argumentação usada na defesa das verdades do regime era inteligente, garantia que o assalto às instalações fora coisa espontânea da população indignada com a atribuição do Prémio àquele "inimigo da Pátria". Quem não aceitava as versões oficiais garantia: a Legião Portuguesa atirou janela fora o recheio da SPA. Passados todos estes anos, os factos estão esquecidos. Quantos, em 2060, recordarão o episódio da noite do mercado de 2010? Poucos. Isso, porém, não implica que, nós os contemporâneos do facto, não prestemos ao acontecimento a atenção devida. Já tivemos S. Exa. o Sr. Pres. do GR, na questão da palmeira do Porto Santo, a admitir que poderia ter havido algo de estranho em tudo aquilo. Um deputado (não sou próximo do Dr. Carlos Pereira mas não o tenho na conta de alcoólatra) é agredido em noite de folia. Algo de estranho se passa. A Segurança não depende do GR. Estarão os inimigos da RAM, sejam eles: "Cubanos", Trilateral, Maçonaria ou Pres. Bush, isoladamente, ou em conjunto, a ensaiar alguma?