Emídio Loja Perguntaram-me, há já alguns dias o que seria um "responsabilizado", termo que, com relativa frequência, realmente, uso nos meus escritos, mas que não foi bem entendido por todos, particularmente, os comodistas ou instalados, que apregoam direitos adquiridos por tudo quanto é sitio, esquecendo-se, propositadamente, de cumprirem os seus deveres, no mínimo, os resultantes directos, impostos, pela civilidade. Talvez não sejam, inteiramente, culpados, pois os exemplos são tão expressivos e o descaramento tão visível e apresentado com tanto aparato, que, aproveitando a boleia da inércia e do "faz de conta" de muitos procedimentos que acontecem nos departamentos reguladores da aplicação da justiça, que tanta falta faz e tão desacreditada tem sido. Será "responsabilizado" meu caro leitor, "espertalhão e manhoso", todo o cidadão que não assumir, plenamente, os seus actos, com toda a dimensão da verdade, e sujeitar-se ao castigo que lhe for imposto por quem de direito, e pelas leis que regem e ornamentam o aparelho da "justiça". Já basta de condenar ou chamar de ladrão a quem rouba ou furta um pão, e, apenas considerar insolvente, ao magnata do milhão.