Leitora devidamente identificada Sr. director regional da Agricultura e Desenvolvimento Regional, se um produtor que fornece três toneladas de cana-de-açucar é um pequeno produtor, não me diga que os últimos desabamentos de terras criaram hectares de plantações de cana-de-açucar , e eu não dei por nada. Com todo o respeito pelo pequeno e grande produtor desta planta que, se continua doce nos dias que correm será com certeza e apenas para o engenho, porque para os produtores e transportadoras, cuja maior fatia do orçamento anual provem da cana-de-açucar, penam a beira da insolvência! Se por um lado apenas 10% dos agricultores não viram até a data a cor do seu dinheiro, 100% das transportadoras que fizeram chegar, esta matéria-prima a esse mesmo engenho do parque empresarial da Calheta, não receberam absolutamente nada, até a data, pelos muitos serviços prestados, algumas delas com valores que ascendem os 30 mil euros de dívida por parte deste mesmo engenho. Diga-me senhor governante, como pode uma pequena empresa de transportes sobreviver nestas condições? Sem subsídios para a cana-de-açucar nem para envelhecer a aguardente?