Márcio Santos Nesta altura que antecede o Natal e bem vêm as missas do parto que a população madeirense gosta, missas cantadas, com convívios de pessoas, bumbos, etc, ao anoitecer ou no fim da madrugada, esta é a verdadeira tradição.

Agora vamos à realidade de 2010, anoitece e até às seis da manhã, pumba!, foguetes para o ar, de casa em casa de hora a hora, toca-se as campaínhas das casas, toca-se com banda de música, enfim, toca a acordar toda a gente a noite foi feita para acordar, assustar as crianças e velhinhos etc ...e isto já vai em alguns dias e vai durar mais uns poucos chama-se a polícia porque os outros que até são pessoas de bem e querem se levantar cedo para mais um dia de trabalho, por falar nisso, trabalho será que alguém que passa a noite a fazer com que ninguém durma trabalha?

E a polécia responde é tradição estas pessoas tem licença da CMCL para fazerem isto, como é que é possível num estado de direito supostamente democrático que isto aconteça. Se fosse uma noite, uma festa (como o fim de ano), agora dá-se licença para um bando de desordeiros poder incomodar e importunar e massacrar dia após dia as pessoas, em que país vivemos afinal, que câmara é esta, que licencia/ permite isto?

Será que ninguém de direito vê que isto não é tradição, que isto não são missas do parto, as missas são sinónimo de festa e alegria para celebrar o Natal, esta pouca vergonha só faz que as pessoas fiquem zangadas e nem vão à missa como eu que até sou cristão.

Será que não vai haver nenhum indivíduo passado, que vai se juntar aos mesmos e também ir para a porta da câmara e da igreja (aquando da missa) rebentar foguetes quando quiserem, trabalhar ou descansar de mais um dia e serem massacrados com poluição sonora assim saberão a realidade dos camaralobeses nestes últimos dias e quiçá até ao Natal.