Duarte S. Melim Não foi intenção da minha carta do dia 19, denegrir a imagem da sra Directora do Caniço ou srs Professores. Fui infeliz ao usar a frase "de ir para directora e ir de férias. Tem todo o direito. Sou dos primeiros a reconhecer o vosso trabalho. Os comentários originados online, por devaneios e divagações da minha anterior infelicidade, foram especulando e criando crispações (ninguém é de ferro). Não ofendi ninguém directamente, apesar de não poder dizer o mesmo. Se alguém se sentiu indirectamente ofendido, o problema aí... A carta foi interpretada consoante a leitura de cada um. O objectivo principal foi o sistema educacional, Novas Oportunidades. Se deu polémica melhor. Referia-me às cada vez mais, exigências da Educação, da sociedade de hoje, em que ambos os pais trabalham, aos trabalhos de casa que os alunos não tiveram tempo para apreender, e aos pais sem vocação e já esquecidos, que têm de ter a paciência de alguém que por vocação foi para a área do ensino. O que faz prolongar e dificultar os trabalhos de casa. Contrastava a minha história lectiva, que com muito esforço foi concluída até ao 12ºano, com a facilidade que chega a ser provocante, ridícula e claramente desmotivante, das "Novas Oportunidades", em relação à minha situação, à de outros estudantes, e à dos miúdos de hoje. Foi um desabafo para um sistema, que para colmatar as suas falhas, cria situações mais injustas. A carta, não se destina a tirar mérito a quem recorre às "novas oportunidades"... pessoas de muito valor, que não têm culpa da vida lhes ter pregado rasteiras. Não é um diploma que faz a diferença, embora a sociedade, classifique as pessoas pelos diplomas e cunhas que têm. O seu mérito, ficou bem evidente, nos comentários e na carta de terça-feira, a amizade e carinho com que vieram defender a sua pessoa e o seu trabalho. Continue e felicidades, seja nesse cargo ou em patamares mais altos, como se vê que merece atingir.