Se dúvidas houvesse sobre qual a melhor equipa do mundo da actualidade a praticar futebol, essas dúvidas dissiparam-se na noite de 29 de Novembro, no Camp Nou, em Barcelona. Grande expectativa em redor daquele que, para muitos, era o jogo dos jogos, em que opunha os dois maiores e melhores clubes de Espanha e, se calhar, do mundo (Barcelona e Real Madrid), os dois 'eventuais' melhores treinadores mundiais (José Mourinho e Pep Guardiola) e os dois melhores actuais jogadores do mundo (Cristiano Ronaldo e Lionel Messi). Tenho de confessar ,que não sendo adepto nem simpatizantes de nenhum dos dois clubes, torci pelo clube da Capital espanhola, por razões óbvias. Pois bem, os catalães foram superiores em todos os aspectos do jogo. O famoso "Tikitaka" da equipa "culé", rapidez e precisão dos passes, em curto espaço de terreno, as desmarcações estonteantes e a pressão constante sobre os portadores da bola dos "merengues", desde o apito inicial do árbitro Iturralde Gonzalez, deitaram por terra a estratégia montada pelo treinador português com mais títulos conquistados de todos os tempos. Um autêntico banho de bola, a arte de bem jogar e executar. Não esquecer, no entanto, que o F.C. Barcelona tem uma equipa formada e rodada de alguns anos, completamente mecanizada, enquanto o Real é uma equipa em formação. PS: Sem querer tirar qualquer mérito ao triunfo justo e indiscutível do Barcelona, lembro três factos que poderiam alterar toda a história do jogo: penalty cometido sobre CR7 por Valdés, quando o resultado era de 2-0, com a consequente expulsão do guarda-Redes, 3º. golo em fora-de-jogo e expulsão, por agressão, de Ricardo Carvalho.
Luís Duarte Aguiar, Repórter desportivo