Francisco Leite Monteiro Os dois apontamentos de Sandra Cardoso, na edição impressa, e de Ana Luisa Correia, na edição online, do Diário de 30 de Novembro, reflectem ambos os receios infundados e a obcecação dos ministros da Defesa dos últimos anos, como em diversas ocasiões tive oportunidade de chamar a atenção, em notas publicadas no Diário e também no Diário de Notícias de Lisboa, confirmando a abstrusidade da posição dos militares a quem quase sempre se deve muito do que se não conseguiu fazer através dos tempos em relação ao palácio de São Lourenço. Muitas têm sido as iniciativas avulsas, sendo tempo de ser empreendida uma acção concertada, a favor da integração do Palácio no património madeirense, o que não significa, de modo algum, acentue-se, que deixe de ser parte do património nacional. Ao apelar a uma tal acção, não será demais recordar que a primeira e verdadeira acção desencadeada, ao Diário se ficou a dever, quando em 2001 promoveu a bem sucedida iniciativa editorial "É MEU - É TEU - É NOSSO", que movimentou todos os Madeirenses. Retomando o tema, para mim sempre apetecido, oxalá não tarde o tempo de ver concretizada a desocupação e entrega da velha fortaleza à RAM para que ali possa ser criado o tal espaço histórico-cultural e também a sala de visitas e de convívio das gentes da Madeira e de quantos a visitam e revisitam, nesse padrão memorável que é São Lourenço onde, "dentro das suas muralhas se conserva, material e espiritualmente, a continuidade da História da Madeira".