Festejar este nascimento é a oportunidade de voltar a viver, de renascimento O aproximar da "Festa" é uma ocasião propícia para (re)visitar o acontecimento que marca esta época: o nascimento do Menino-Deus. Por outras palavras, vale a pena dizer, de novo, algo sobre o Natal. Afinal, trata-se de celebrar, em cada ano, o aniversário desse nascimento que marcou, marca e continuará a marcar, de forma indelével, a nossa cultura e civilização. De facto, o grande desafio é "viver" um ano de cada vez, um dia de cada vez. Festejar o este nascimento é a oportunidade de voltar a viver, de constante renascimento. É verdade que o tempo corre veloz, rasga a vida que há em nós, fustiga como o vento forte que, por onde vai passando, tudo destrói. Mas, pouco a pouco, a vida brota, germinando. E Deus, pelo Seu nascimento, dá um ano inteiro a cada um de nós neste caminho da felicidade, onde o desalento não pode permanecer. Passo a passo, renasce a ânsia de viver, brota a alegria, rasga-se um sorriso. Falar de Natal, não é apenas referir-se à solidariedade e fraternidade, especialmente com aqueles a quem chamam "pobres"; à reunião da família; à troca de presentes; à decoração do pinheiro; ao reencontro dos amigos, à alegria; à cor e às luzes das ruas. O Natal é, sobretudo, o momento para perceber "as coisas" da vida com outra profundidade, à luz do sentido que a própria humanidade "ganha" com um Deus que quis habitar entre nós. Olhar para os factos quotidianos, tantas vezes rotineiros e pouco interessantes, com a lucidez de quem sente que são como pedras que, uma a uma, vão construindo o nosso caminho e sem as quais não se pode perspectivar o futuro, nem fazer o "mistério" se revelar. Sentir o palpitar de um coração cheio de energia, com a gratidão de quem saboreia avidamente cada instante da vida, como uma dádiva preciosa guardada, quantas vezes, em "vasos de barro". Realçar, com todas as forças, o grandioso projecto de amor eterno presente na fragilidade da nossa natureza humana. É por tudo isto (e muito mais…) que vale a pena, em cada ano, celebrar o Natal, porque, ao contrário do que popularmente se afirma, não é Natal quando o Homem quizer, mas é Natal porque Deus quis e quer estar connosco e, por isso, acontece Natal mesmo naqueles locais e situações que, à luz dos juízos humanos, não parecia possível acontecer. Afinal, o Natal é a afirmação clara e inequívoca de que o humano vale a pena e na humanidade brilha "sempre" uma centelha de eternidade, pois o Divino está na nossa "vizinhança". Então, importa sim fazer a festa da vida. E a vida é uma procura pela sabedoria. É ter o mundo em nós e ser capaz de, em vez do eu e tu, dizermos nós e darmos sentido a tudo aquilo que se faz! Marco Gomes, Director Pedagógico da APEL
Festejar este nascimento é a oportunidade de voltar a viver, de renascimento
O aproximar da "Festa" é uma ocasião propícia para (re)visitar o acontecimento que marca esta época: o nascimento do Menino-Deus. Por outras palavras, vale a pena dizer, de novo, algo sobre o Natal. Afinal, trata-se de celebrar, em cada ano, o aniversário desse nascimento que marcou, marca e continuará a marcar, de forma indelével, a nossa cultura e civilização.
De facto, o grande desafio é "viver" um ano de cada vez, um dia de cada vez. Festejar o este nascimento é a oportunidade de voltar a viver, de constante renascimento. É verdade que o tempo corre veloz, rasga a vida que há em nós, fustiga como o vento forte que, por onde vai passando, tudo destrói. Mas, pouco a pouco, a vida brota, germinando. E Deus, pelo Seu nascimento, dá um ano inteiro a cada um de nós neste caminho da felicidade, onde o desalento não pode permanecer. Passo a passo, renasce a ânsia de viver, brota a alegria, rasga-se um sorriso.
Falar de Natal, não é apenas referir-se à solidariedade e fraternidade, especialmente com aqueles a quem chamam "pobres"; à reunião da família; à troca de presentes; à decoração do pinheiro; ao reencontro dos amigos, à alegria; à cor e às luzes das ruas.
O Natal é, sobretudo, o momento para perceber "as coisas" da vida com outra profundidade, à luz do sentido que a própria humanidade "ganha" com um Deus que quis habitar entre nós. Olhar para os factos quotidianos, tantas vezes rotineiros e pouco interessantes, com a lucidez de quem sente que são como pedras que, uma a uma, vão construindo o nosso caminho e sem as quais não se pode perspectivar o futuro, nem fazer o "mistério" se revelar. Sentir o palpitar de um coração cheio de energia, com a gratidão de quem saboreia avidamente cada instante da vida, como uma dádiva preciosa guardada, quantas vezes, em "vasos de barro". Realçar, com todas as forças, o grandioso projecto de amor eterno presente na fragilidade da nossa natureza humana.
É por tudo isto (e muito mais…) que vale a pena, em cada ano, celebrar o Natal, porque, ao contrário do que popularmente se afirma, não é Natal quando o Homem quizer, mas é Natal porque Deus quis e quer estar connosco e, por isso, acontece Natal mesmo naqueles locais e situações que, à luz dos juízos humanos, não parecia possível acontecer. Afinal, o Natal é a afirmação clara e inequívoca de que o humano vale a pena e na humanidade brilha "sempre" uma centelha de eternidade, pois o Divino está na nossa "vizinhança". Então, importa sim fazer a festa da vida. E a vida é uma procura pela sabedoria. É ter o mundo em nós e ser capaz de, em vez do eu e tu, dizermos nós e darmos sentido a tudo aquilo que se faz!
Marco Gomes, Director Pedagógico da APEL