O bullying nas escolas não é uma novidade, contudo, tentar esconder ou desvalorizar a sua existência que, paradoxalmente, poderá ser silenciosa, é um erro estratégico grave.
O caminho mais adequado para ajudarmos todos os alunos que são alvo de agressões físicas, verbais e/ou psicológicas, de um modo intencional e repetidamente, é ir ao encontro da problemática, sem complexos. E se, por um lado, temos de combater estas formas de violência, por outro, torna-se fulcral investir em medidas preventivas, numa perspectiva de trabalharmos todos em conjunto, nos diversos espaços e com variadas estratégias, mas coordenados.
Os praticantes de bullying são, na maioria dos casos, jovens e crianças sem um mínimo de consciência crítica, faltando-lhes um quadro de referências de ética e responsabilidade pessoal. Não têm auto-estima e possuem um nível baixo de auto-conceito. A partir daqui, limitam-se a descarregar a sua frustração, o seu vazio, agredindo os mais indefesos.
Perante esta dura realidade, o meio envolvente à escola, a escola e a família devem dar as mãos. Torna-se necessário investir na sensibilização e na formação, envolvendo os próprios alunos. Organizar colóquios, conferências, encontros, dinamizados por técnicos especializados, onde se privilegie o debate, a reflexão, a informação e a formação, dirigidos aos pais, professores, alunos e pessoal não docente.
A articulação faz-se com a definição de estratégias comuns, onde todos assumem a sua parte de intervenção.
Rui Caetano