"A arte da guerra é a arte do engano. Se adoptarmos sempre uma postura oposta àquilo que somos, aumentaremos as nossas possibilidades de vitória" Sun Tzu (Séc. Va.C.) Nos últimos tempos, temos ouvido jovens com responsabilidades em partidos ligados ao poder afirmar, de forma quase ridícula pela arrogância da pretensa erudição, que o livro que têm à cabeceira é este tratado militar que ao longo de séculos inspirou estrategas e políticos. Pessoalmente, considero lamentável que aqueles que hoje se comprometem e dão a cara por facções do poder político tenham por referência os valores, a atitude e as concepções que de forma desastrosa conduziram a Humanidade ao lugar onde está. Confesso que considero profundamente triste que Sun Tzu continue a "fazer escola". Afinal, esperar-se-ia que perante a realidade que define o nosso mundo actual, os mais jovens pudessem ser, até mesmo no contexto ideológico do poder político como é o dos partidos que têm governado a nossa Região e o nosso país, arautos de uma nova atitude e de um novo modo de intervenção. Ao contrário do que foi a convicção dominante durante um período, infelizmente, demasiado longo da História, a "arte da guerra", ou seja, a forma de assumirmos com compromisso e militância as causas comuns não é a arte do engano ou da dissimulação mas sim, a arte de ser genuíno. Ao contrário do que afirmou o velho general chinês, se na vida adoptarmos a postura da autenticidade, se soubermos desenvolver o auto conhecimento e a coerência, aumentaremos a possibilidade de vitória. Isabel Cardoso, Professora
"A arte da guerra é a arte do engano. Se adoptarmos sempre uma postura oposta àquilo que somos, aumentaremos as nossas possibilidades de vitória" Sun Tzu (Séc. Va.C.)
Nos últimos tempos, temos ouvido jovens com responsabilidades em partidos ligados ao poder afirmar, de forma quase ridícula pela arrogância da pretensa erudição, que o livro que têm à cabeceira é este tratado militar que ao longo de séculos inspirou estrategas e políticos. Pessoalmente, considero lamentável que aqueles que hoje se comprometem e dão a cara por facções do poder político tenham por referência os valores, a atitude e as concepções que de forma desastrosa conduziram a Humanidade ao lugar onde está. Confesso que considero profundamente triste que Sun Tzu continue a "fazer escola". Afinal, esperar-se-ia que perante a realidade que define o nosso mundo actual, os mais jovens pudessem ser, até mesmo no contexto ideológico do poder político como é o dos partidos que têm governado a nossa Região e o nosso país, arautos de uma nova atitude e de um novo modo de intervenção. Ao contrário do que foi a convicção dominante durante um período, infelizmente, demasiado longo da História, a "arte da guerra", ou seja, a forma de assumirmos com compromisso e militância as causas comuns não é a arte do engano ou da dissimulação mas sim, a arte de ser genuíno. Ao contrário do que afirmou o velho general chinês, se na vida adoptarmos a postura da autenticidade, se soubermos desenvolver o auto conhecimento e a coerência, aumentaremos a possibilidade de vitória.
Isabel Cardoso, Professora