Jorge Martins Como espectável, o diálogo de surdos a que assistimos, entre o candidato do "soviete mumificado" e o outro, que desde sempre vivendo bem, à custa das dádivas dos desprevenidos, se definiu como ultramarino e, tal qual os pastores das várias igrejas, como o guardador do rebanho que dele se aproxime, resultou num inominável desperdício de tempo para os que tiveram o interesse de ouvi-los, na esperança que fossem candidatos. Não o são, nem nunca o serão. Tão sómente, pretendem, um, o primeiro e como sempre aconteceu com o PC, segurar o seu eleitorado, o outro, acolitado em preceitos de feitos inalcansáveis, derramou a propaganda pestilenta dos que vivem à custa das dádivas dos bem intencionados, que pretendendo ajudar quem necessita, preenchem os cofres das ditas ONGs, para pagamento de ordenados, curiosamente superiores aos dos tão detestados políticos, aos que delas fazem profissão, nomeadamente o Dr. Fernando Nobre, agora, sabe-se lá porquê, candidato a Presidente da República. Não que a isso não tenha direito, como qualquer cidadão com mais de trinta e cinco anos, português de nascença e isso, é condição que ele não cumpre, diz ele... Parece-me , no entanto questionável, o fazer como prevalente da sua candidatura, dele Fernando Nobre, os serviços prestados à comunidade, até mesmo ao mundo. Os portugueses, atentos aos pantomineiros, responder-lhe-ão nas urnas, não naquelas que ele utiliza na sua campanha, as dos mortos das catástrofes que ele visita, mas aquelas onde dão entrada os votos. Felizmente, a maioria dos portugueses estão vacinados contra todas as pestilências, esta incluída. Bem sei que a escolha não é fácil, mas como alguém diz, já que não é possível o contrário, votem em branco.