José Amador Tal como o Doutor Salazar, o Dr. Jardim com o novo mandato de 4 anos que terminará em 2015, governará a Madeira 36 anos, os mesmos anos que Salazar governou Portugal na qualidade de Presidente do Conselho (1932 a 1968). Em democracia, dificilmente se compreende esta continuidade que só se justifica por uma imensa apetência pelo poder. Em qualquer partido democrático, deveria de haver uma renovação da classe dirigente. Não há lugares cativos em democracia. Paternalista, populista e demagogo, Jardim tem inviabilizado qualquer alternativa de poder, mesmo dentro do seu próprio partido. A oposição pode ser, como afirma, "zero", mas também é zero a existência de élites dentro do PSD/M que sejam alternativa ao Dr. Jardim. É caso para dizer, "depois de mim, o dilúvio". Assim sendo, o futuro da Madeira e das novas gerações está, de facto, comprometido em termos políticos. Para não referir à dívida pública monstruosa da RAM que alguém um dia terá de pagar. Mais uma "pesada herança", bem mais pesada, em termos financeiros, que aquela que nos foi deixada pelo então designado "Estado Novo".