Manuel Nunes Pereira 1. Não acredito que os nossos políticos sejam tão insensíveis à realidade de milhares de madeirenses. As pequenas e médias empresas, os seus empresários e trabalhadores estão sufocados por dívidas. Há pessoas que correm o risco de não receber o subsídio de Natal. Julgo que a dívida do governo regional ascende a mais de 500 milhões de euros. E é uma estimativa por baixo. Por isso acredito que o governo deveria primeiro pagar o que deve antes de se lançar em mais obras. 2. Será que pessoas como Rafaela Fernandes, Miguel Albuquerque, Vânia Jesus, Guilherme Silva ou Hugo Velosa, figuras de proa do PSD-M que de uma maneira ou de outra já demonstraram ter sensibilidades e inteligência próprias, diferentes do pensamento dominante, acreditam neste governo e no seu orçamento irresponsável? Será que Rafaela Fernandes acredita no que diz quando afirma que a oposição não deve colocar questões ou levantar dúvidas sobre este orçamento desastroso? Será que se tivéssemos Miguel Albuquerque como líder do governo regional um orçamento deste teor passava? Precisamos de um PSD diferente neste momento, mas acredito que estas vozes se manifestarem serão esmagadas pelo poder absoluto. As pessoas têm medo de se afirmarem. È o principio do fim do poder do PSD-M se as coisas continuarem assim. Antevejo que o colapso financeiro será uma causa mais que provável da implosão do PSD-M. Se a linha moderada do PSD-M tolerar esta situação, as consequências serão graves. 3. As pessoas estão desesperadas, e é preciso por as contas em dia. Faz sentido continuarmos a fazer obras sem pagar as que já estão feitas? Lembro aos madeirenses que estão numa situação complicada que devem perder o medo, e reflectir com razão. Até já há um movimento no Facebook, chamado "Pagar aos Fornecedores", alinhem-se neste movimento. Talvez consigamos que as ideias megalómanas do nosso governo possam ser travadas. Adenda: este movimento é apartidário e não está relacionado com nenhum partido político, serve apenas para introduzir algum realismo e responsabilidade nos nossos governantes.