António Ferreira Acho piada à nossa autonomia. O assunto é sério, mas como autonomista, tenho o direito de brincar com assuntos sérios. Se vermos bem, a autonomia, num sentido estrito, faz sentido, pese embora cada um deva viver a autonomia à sua maneira. Digo isto porque são perfeitamente válidas as autonomias tanto de Luís Calisto como a de Alberto João Jardim. Parece que estou a brincar com as palavras, será que estou a me referir as autonomias individuais ou a autonomia administrativa? O jogo de palavras é pertinente, porque ambas as autonomias se complementam e estão interligadas. Não faz sentido haver autonomia administrativa, se não houver autonomias individuais. Deste modo, não faz sentido haver traidores e colaboracionistas quando temos o dever de sermos livres. No sentido lato a autonomia não faz sentido. Os aborígenes são tão nossa gente, como aquelas pessoas que fazem peregrinação ao Chão da Lagoa. Não somos um povo superior, e não é preciso que a nossa terra seja a melhor do mundo, para amarmos a nossa gente e a nossa terra. Eu vejo a autonomia como uma singularidade, só espero que se torne positiva. Somos um povo agrilhoado por ideias erradas sobre nós próprios. O que é, a meu ver, negativo.