António Vieira Mesquita Fiquei estupefacto um dia destes com as palavras do candidato à presidência da República, Sr. Cavaco Silva, apelar aos portugueses para a sua experiência! Pois todos nós sabemos o estado da Nação. Com este candidato a orquestrar uma banda comandada pelo actual Sr. Primeiro Ministro que só sabem pedir sacrifícios aos portugueses, mesmo assim não vamos no rumo certo. Por isso, digo eu, o candidato acima referido deveria ter muita experiência. Se contabilizássemos os Ministérios e a Presidência da República pelos quais passou, deveria ter muita experiência! Mas não me parece porque estamos na bancarrota. Por outro lado, uma nova Nação que tem os seus heróis de guerra e da diplomacia, como o actual Sr. Presidente Ramos Horta que já foi prémio Nobel da Paz, veio mostrar-se o bom samaritano ao querer comprar a dívida portuguesa. Mas os seus conterrâneos cheios de fome, miséria, sem vias de comunicação, sem habitação decente, sem educação e sem trabalho. Pois devia olhar primeiro para dentro antes de querer resolver os problemas dos outros. Resolva os seus porque são mais importantes que qualquer outra coisa que queira fazer para dar nas vistas. Por outro lado, temos a Igreja que apela tanto ao Amor nesta quadra natalícia mas que os seus representantes deturpam as parábolas que «eles» tanto falam nas suas homilias que «Esse Menino Jesus» ensinou. Por exemplo a parábola do «Bom Pastor» e uma outra do «Filho Pródigo». Pois com a vinda da imagem peregrina da Virgem de Fátima a Machico ficou demonstrado isso mesmo. O amor não existe por parte dos senhores inteligentes que representam a Igreja mas não representam «Aquele Jesus» que morreu por todos nós pregado na cruz. Pois a ovelha que supostamente ficou tresmalhada junto com muitas outras ovelhinhas, continua abandonada com todo o seu rebanho, por essa hierarquia que se diz amar ao próximo. Isto já tem barbas brancas, já se passaram mais de trinta anos. Não foi isto que «Jesus ensinou». Isto não é amor, é outra coisa qualquer mas amor é que não. Os antigos fariseus também eram assim, mas talvez não fossem tão mauzinhos.