Miguel Ângelo Neste país em que vivemos sucedem-se factos que por vezes arrepiam os cidadãos mais velhos e desesperam os mais novos. Os primeiros com uma experiência de vida, marcada por episódios insólitos em termos políticos e económicos, vão se conformando, apesar do seu interior ficar aos poucos com uma alma magra, sem terem esperança para um futuro próximo. Enquanto os mais novos lutam contra o tempo, contra os dilemas políticos e sociais, onde alcançam simplesmente um sol escondido, por detrás de nuvens escuras e negras, vendo o seu futuro incerto, devido à escassa clareza da classe política que governa o país. Pois esta governação de democracia, após o 25 de Abril de 1974, anda disfarçada com duas faces enriquecendo, sem se ver, amealhando aqui e além a fortuna, que deveria ser igualada para a sociedade Portuguesa. Mas isto não aconteceu, os ricos e os poderosos ficam cada vez mais fartos e abastados em todos os sentidos e os pobres e a classe média, cada vez mais pobre e de alma magra. Talvez se recuássemos ao passado, ao tempo de Salazar,a igualdade era idêntica entre todo o povo português, onde o país era auto-suficiente segundo palavras do próprio, não necessitando do exterior. Mas o que temos é papões e políticos que vivem à sombra da bananeira, deixando o barco andar sem rumo, porque estão bem sentados e de barriga cheia enquanto o nosso povo fica num poço com àgua, afogando-se dia após dia, sem saber o seu futuro e de alma magra banhada de incerteza, por estar a ser comandada por um governo adormecido,que não agiu na altura devida e no tempo certo. É assim que temos o nosso país, afogando-se na miséria e na tristeza.