1 - O Nacional é diferente! O exemplo é o profissionalismo da organização do jantar comemorativo dos 100 anos do clube. Foi o que disse, vangloriado, o Presidente Alvi-Negro na sua intervenção. Completamente verdade, acrescento eu. Um jantar onde a maioria dos comensais não põe os pés no Estádio da Madeira. Mesas compostas por uma elite que se diverte a passear fatos e vestidos da noite. Onde estavam os verdadeiros adeptos? O Zé Povinho que faça chuva ou faça sol, lá está na choupana a apoiar a equipa? Terá sido por falta de espaço no restaurante ou o elevado preço do jantar? Um jantar que na ementa trouxe uns quadros teatrais sem qualidade, longos e com tentativas de imitação à inimitável prosa Madeirense. Consta até que essa falta de qualidade terá feito o Presidente do Governo abandonar momentaneamente a mesa, regressando um pouco mais tarde mas impedido que o 4º acto subisse ao palco. Um jantar no Casino servido por empregados contratados no exterior deixando dúvidas na qualidade do serviço prestado. Onde estavam os empregados com a marca da unidade hoteleira? Assim, dificilmente o Nacional será um clube do Povo. Assim, dificilmente o Povo vai subir até à Choupana. As elites só dão despesa! 2 - Pelo contrário, em Santo António mora o populismo. O populismo barato. Uma capela no complexo do Marítimo? Para quê? A equipa vai passar a rezar antes de entrar em campo? Mas a maioria dos jogadores não pertence aquela seita dos "Atletas de Cristo"?. Demagogia e provocação. A capelinha até poderia ter sido inaugurada num outro dia qualquer, menos no dia do aniversário do rival Nacional. Por outro lado, a capela serve para orar e não para a realização de comícios como aconteceu no dia inaugural. A propósito, a que horas são as missas na capelinha do Marítimo? Serão aos domingos às quatro da tarde?

Mário Gouveia, Jornalista