Assisti estupefacto à linguagem agressiva utilizada pelo convidado de um programa desportivo da nossa televisão, presidente de um grande clube da nossa terra. Nunca tinha assistido a nada assim. Se por um lado é legitimo a cada um expor as suas ideias da forma que melhor lhe aprouver, por outro deveria existir um limite coerente, pois um presidente deve ser um exemplo de probidade e equilíbrio em todos os seus actos, públicos ou não. Para atacar alguém, ofendeu outros que nada tinham a ver com as sua angustias. O mérito das suas ideias diluiu-se na truculência utilizada. Estamos em época de concórdia e o que deve prevalecer nos corações de todos são os cantos de natal, a mensagem de paz do menino Jesus nas palhinhas junto de alguma vaca e de um qualquer burro, com os reis magos da nossa sociedade trazendo incenso e mirra para tentar melhorar o estado de coisas a que chegamos. É meu desejo que a calma e a serenidade retorne ao nosso futebol. Que haja entendimento entre os dirigentes dos nossos clubes, pois a Madeira só ganhará com isso. Que o menino Jesus dê mais capacidade aos nossos árbitros, mais talento aos nossos atletas e mais discernimento aos nossos políticos, fazendo-os ver a situação em que fazem viver os seus concidadãos. Que o orgulho do Homem se transforme em luz. E que todos, sem excepção, vão a um oftalmologista uma vez por mês. Até breve, ao Ano Novo.
João MM Castro, Psicólogo Clínico