Passa hoje o aniversário de uma das datas da nossa História com maior significado para a consolidação da nossa Independência.

Passados 370 anos, estamos, de novo, confrontados com ameaças sérias à independência nacional, que vêm, não de Castela, mas dos mercados.

Deus queira que consigamos agora, em plena globalização, o sucesso que tivemos em 1640.

Com os homens de hoje não se antevê que tal seja fácil.

Passemos agora, depois da efeméride, a umas notas breves sobre uma "data de coisas"…

- Os deputados do PSD Madeira votaram contra o Orçamento do Estado por ser gravoso para o País e em particular para a Madeira.

O compromisso de pôr a Região à frente do Partido foi, mais uma vez, cumprido.

- Um registo e uma palavra para a superioridade ética do Papa e para a evolução da Igreja, no tocante à admissão, excepcional, do uso do preservativo na prevenção da Sida e consequente humanização da sexualidade.

- Destaque-se a importância e a verdadeira revolução que é o Acordo de Parceria da Nato com a Rússia e da alteração extraordinária que tal significa na estratégia da Organização e na segurança internacional.

- O Prof. Cavaco Silva apresentou o seu manifesto eleitoral, bem como a sua Comissão de Honra, com uma intervenção reveladora de que é o único candidato com as qualidades, a experiência, a competência e o sentido de Estado para o desempenho do cargo de Presidente da República num momento particularmente difícil como o que Portugal vive.

- Por fim, as dolorosas previsões da Comissão Europeia para Portugal, de recessão económica do próximo ano e de galopante aumento do desemprego nos próximos dois anos, tudo resultado de um Orçamento que não estimula a economia.

- A última reunião dos Ministros da União Europeia, face ao silêncio de Teixeira dos Santos e à declaração do Comissário do pelouro, anunciando as reformas que nos foram impostas, foi humilhante para Portugal.

O Governo já anunciou a sua disponibilidade para obedecer, fazendo reformas nos transportes, na saúde e nas leis laborais.

É bom lembrar os ataques do PS e do Governo à Revisão Constitucional do PSD, exactamente na saúde e na área laboral, para se pôr termo a desperdícios e custos insustentáveis e aumentar a nossa produtividade.

Já era usual o Governo dizer uma coisa e fazer outra.

Proclamar o Estado Social e destruí-lo.

O curioso é vir agora, de fora, o reconhecimento da razão que assistia à Oposição (PSD), e o Governo ser obrigado também a reconhecê-lo.

Mais vale tarde do que nunca!

Guilherme Silva, Deputado do PSD