Artur Brandão Um diário regional, fazia como notícia de primeira página o seguinte:"mais condomínios em atraso", sendo estes atrasos mais uma consequência da crise que está instalada. Dizia no seguimento da notícia o Exmo. Sr. Fernando Spínola, presidente da mesa da secção de gestão e administração dos condomínios da ACIF, que o pagamento do condomínio é o patinho feio das despesas da casa, uma vez que se paga tudo primeiro, e se sobrar dinheiro pode ser então que se pague o condomínio. O referido senhor mostra ainda uma grande indignação, por em Portugal não existir legislação que permita penalizar os incumpridores e obrigá-los a pagar rapidamente. Até aqui tudo muito bem! Só não se percebe, porque que é que o senhor Fernando Spínola também não se indigna, de no mesmo país não existir qualquer legislação, que minimamente defenda os condóminos, da grande incompetência da maioria destas empresas de condomínios. O senhor Fernando Spínola, devia de saber que muitas destas empresas nem instalações físicas possuem, limitando-se unicamente a ter uma carrinha e um par de vassouras, cobram fortunas para prestarem serviços de péssima qualidade, cometendo ilegalidades umas atrás de outras, com algumas com a ausência de reuniões para a justificação de contas com mais de cinco anos. Eu sou morador num edifício que é administrado por uma destas empresas com o nome comercial de Servbrava. O edifício tem cinco anos e custou aos seus moradores uma pequena fortuna, mas no entanto esta empresa insiste em transforma-lo num mamarracho. No hall de entrada estão mais de dez azulejos caídos faz um ano, uma avaria no elevador é coisa que demora seis meses para consertar, manutenção dos mesmos elevadores completamente nula, uma simples lâmpada queimada demora no mínimo três meses para mudar, passando por cima da lei autorizaram obras a alguns condóminos que mudaram a estética do prédio com uma prepotência tal como se o edifício lhes pertencesse, sistema de rega que dispara mesmo chovendo torrencialmente, qualquer pergunta sobre o último orçamento fica sempre sem resposta, orçamento este que tem desvios de milhares de euros. Continuam a administrar o edifício sem qualquer mandato, uma vez que não justificam contas nem aprovam qualquer orçamento desde Abril 2009, já lá vão portanto mais de 20 meses, e tudo isto sem uma única justificação. Como conclusão, gostava de perguntar ao senhor Fernando Spínola se ele tem conhecimento destas situações e se acha que é uma atitude de bom senso que se continue a entregar dinheiro a empresas para prestarem serviços desta qualidade.