Juvenal Pereira O nosso Primeiro-ministro dizia há dias que não seria necessário pedir ajuda externa (referia-se ao FMI) porque o País era capaz de, sozinho, resolver os seus problemas.

Neste particular até é capaz de ter razão. Portugal, provavelmente, poderia reabilitar-se sem ajudas de ninguém…caso estivesse entregue a outras mãos que não as suas, nem às daqueles que se preparam para o substituir.

As medidas a tomar teriam de ser tão profundas e radicais que, obviamente, tocariam os barões deste País, (suas fortunas e mordomias) aos quais alguns senhores da política são subservientes, estão nas suas mãos como marionetas.

Medidas essas que atingiriam igualmente certas classes profissionais que, ao longo destes anos reivindicaram - e conseguiram os seus objectivos - mundos e fundos, criando um fosso entre salários e regalias sociais deveras abismal. Tudo pelo facto das suas constantes greves terem a particularidade de prejudicarem o maior número de cidadãos e contarem com o apoio de sindicatos e partidos que hoje criticam as desigualdades e privilégios mas mais não fizeram ao longo dos tempos do que contribuírem para as discriminações sociais existentes.

Não é por acaso que hoje assistimos a funcionários de empresas públicas falidas a desfrutarem de salários e regalias sociais muito superiores aos seus colegas que desempenham as mesmas funções em empresas privadas.

Por conseguinte, não é com governos nas mãos destes senhores que se consegue acabar com salários astronómicos, absurdos e imorais de gestores públicos de empresas falidas ou, por outro lado, monopolistas.

Não é com gente como a que nos tem governado que combatemos o desemprego, permitindo duplos empregos e acumulações de principescas reformas+ordenados.

Mais do que nunca Portugal precisa de um governo formado por pessoas idóneas, credíveis e com profundos conhecimentos do meio laboral e que façam da sua actividade quase um apostolado.

No que se refere à vinda do FMI também achamos que, sozinho, é capaz de nada fazer. O ideal seria vir acompanhado com o FBI. O estado a que o Pais chegou só não tem a ver com a crise mundial, com problemas sócios económicos e financeiros como inclusive, se trata dum caso de polícia e não seria descabido uma ajudinha também nesse sentido.

Acho que já passamos esponjas de mais, de modo que, sem pedirmos responsabilidades e fazer certos senhores explicar o destino de tantos milhões e a origem de fulgurantes fortunas, o só apertar o cinto além de não ser justo, não terá os efeitos práticos que pretendemos.