A situação a que chegou Portugal, merece ponderada reflexão e adopção de urgentes medidas que inflictam o caminho que se percorreu, sobretudo na última década.

O país está em perfeito declínio, amarrado a decisões que vêm do exterior perante o descalabro que a governação socialista nos conduziu nos últimos cinco anos.

A coberto de uma campanha de propaganda nunca antes vista, quis passar para a opinião pública que o país estava em franco progresso, o país do "simplex", o país tecnológico, o país com uma economia crescente, capaz de gerar riqueza com mais emprego, o Primeiro Ministro que "nasceu" para levar o país à "bancarrota" depois de ter afirmado em plena Câmara legislativa que nunca houvera outro capaz de diminuir o deficit orçamental como o próprio o fez. Eis o país sonhado por alguém que viveu e vive afastado da realidade social do país.

Somos um país mergulhado numa profunda crise económico-financeira que dificilmente sairá, se não houver mudanças radicais de comportamentos e políticas.

Impõe-se romper com o actual sistema e partir para um modelo que seja capaz de inovar, criar e gerar riqueza.

É urgente acabar com a terrível convicção que as nomenclaturas partidárias são as únicas capazes de erguer o País. Convictamente não são. Os Partidos da forma como estão actualmente organizados, revelam uma incapacidade total para promoverem confiança porque se movem por interesses individuais e de poder que nada têm a ver com as necessidades e anseios das populações.

É o momento de dizer chega, não podemos continuar acomodados.

É preciso mudar para vencer o futuro.

José Manuel Oliveira Administrador da ALM