De 30 de Outubro a 7 de Novembro, a cidade do Funchal assistiu à estreia mundial (premier) da Ópera "O Salto". Sem dúvida um evento de grande destaque por várias razões: (1) por ser a segunda Ópera com estreia mundial em toda a História da Madeira ("Orquídea Branca" em 2008 e "O Salto" em 2010); (2) por integrar um elenco de cerca de 200 artistas em que apenas 5 são de fora da Região; (3) por ser uma obra absolutamente inovadora, quer no seu conteúdo artístico, quer na sua encenação/interpretação.
Para nós, que estivemos por dentro desta organização/produção, sabemos valorizar todo o esforço dispendido nestes três anos para se conseguir colocar em cena duas Óperas deste nível e qualidade. Temos perfeita consciência da importância pedagógica para os cerca de 200 artistas (crianças, jovens e adultos, naturais e residentes nesta Região) que integraram estes dois projectos. Experiências de vida absolutamente inesquecíveis e que, por certo, irão dar bons frutos no futuro. Por outro lado, sabemos da importância para o público Madeirense poder assistir a este tipo de eventos tão pouco comuns entre nós.
Mas para que esta obra chegasse ao palco do Baltazar Dias, foi necessária uma equipa fantástica que deu o seu melhor e deve ser reconhecida por isso: Miguel Esteves Cardoso (libreto); Jorge Salgueiro (composição, direcção de orquestra e direcção artística); João Borges (produção); Miguel Vieira (encenação); Juliana Andrade (coreografias); Zélia Gomes (direcção de coros). Muitos outros nomes deveriam ser aqui citados, mas por falta de espaço, limito-me a referir os excelentes solistas, os coros infantil, juvenil e de câmara, grupos de teatro e de dança do GCEA. Parabéns a todos.
Um agradecimento muito especial à Câmara Municipal do Funchal e ao Grupo Pestana pelos apoios concedidos que devem servir de exemplo a outras instituições.
Carlos Gonçalves, Director de Serviços do GCEA