No passado Domingo assinalou-se o "Dia Mundial da Poupança". Depois de uma semana de acordos e desacordos em redor do "Orçamento de Estado", e porque muito já se escreveu e disse sobre finanças públicas, sugeria que nos centrássemos na temática das Finanças Pessoais. As Finanças Pessoais têm associado o volume de rendimento (salário, prémios, presentes, juros, dividendos, desmobilizações ou resgates de aplicações) e a dimensão das despesas, sejam as despesas com a casa (empréstimo, renda, água, luz, gás, condomínio, seguros e manutenção), despesas do dia-a-dia (alimentação, supermercado, compras pessoais, lavandaria, cabeleireiro, jantares com amigos), despesas com as crianças (médico, roupa, escola, actividades extra-escolares, brinquedos), despesas de saúde (médico, dentista, farmácia, ginásio e health club), donativos e presentes, despesas com actividades de lazer (vídeos, DVS e CDs, cinema, teatro, concertos, livros), despesas com animais de estimação (alimentação, veterinário e outros), assinaturas de publicações e quotas de clubes, despesas com férias (viagem, alojamento, actividades, alimentação). Finanças Pessoais saudáveis são sinónimo de equilíbrio entre rendimento e despesas, preferencialmente com afectação de parte do rendimento a constituir poupanças de forma a fazer face a futuros contratempos e improváveis. O "Orçamento Familiar" constrói-se facilmente recorrendo a uma folha de cálculo ou a lápis e papel: lista-se a totalidade de rendimentos que esperarmos auferir, em paralelo com a totalidade das despesas em que iremos incorrer, identificando o mês da sua ocorrência. Os meses que se revelem desequilibrados determinam que se imponham cortes na despesa de forma a se atingir o equilíbrio. Nos "Orçamentos Familiares" a obtenção de receita suplementar (rendimento) não se revela tão fácil como se nos afigura na gestão das finanças públicas.
Rui Miguel Coelho, Economista