É discurso corrente que os principais partidos são responsáveis pelo actual estado de coisas neste país. Pior, já não têm capacidade de resolver o que quer que seja. Esta é uma ideia passada nos média desde o mais ilustre dos comentadores ao mais humilde dos jornalistas que, ao contrário dos políticos, sabem exactamente o que deve ser feito para pôr Portugal nos carris. Penso que é hora de se organizarem e concorrerem às próximas eleições legislativas. Atrevo-me a sugerir nomes para algumas das pastas de um governo ideal Primeiro - Ministro, Medina Carreira. Como está tudo errado e nada se aproveita só este senhor para chefiar um governo que tem de recomeçar Portugal do zero. Ministro da Presidência, Marcelo Rebelo de Sousa. Quem melhor do que ele para dar umas traulitadas na oposição. Ou levas ou levas! Ministro dos Assuntos Parlamentares, Ricardo Costa. Sabe tudo sobre politica partidária, embora não goste de se pronunciar sobre certos assuntos por causa do irmão ser presidente da câmara de Lisboa. Ninguém como ele conseguiria um bom relacionamento entre todas as bancadas parlamentares e entre estas e o governo, porque as suas afirmações são sempre verdades simples e irrefutáveis que qualquer português consegue compreender, até os senhores deputados. Ministra da Justiça, Manuela Moura Guedes. Faz qualquer coisa para acusar alguém. Ministra dos Negócios Estrangeiros, Teresa de Sousa. Viva os Estados Unidos e abaixo a Europa que não há maneira de se entender. Ministro das Finanças, Camilo Lourenço. "Tu não tens como pagar…por favor as câmaras que mostrem pela enésima vez estes gráficos." Os mercados…os mercados…os mercados… (já não há pachorra!). Ministro da Economia, José Gomes Ferreira. Este então é que sabe mesmo tudo sobre Economia e só se rodeia de gente que confirme as suas ideias. A sua receita é simples: privatizar tudo, flexibilizar os despedimentos, pôr fim à maldita despesa do estado com prestações sociais, ah … e jogar muito na bolsa. Ministro do Ambiente, Miguel Sousa Tavares. Contra os presidentes de câmara; os empreiteiros, o mau gosto, as rotundas, o Benfica e a favor de toda a espécie de ervas (as daninhas também?). Ministro da Educação, Mário Nogueira (apesar de não ser jornalista nem comentador). Por razões óbvias e para fazer, finalmente, a escola para professores e não para os alunos. Secretário de Estado do Desporto, Rui Santos. Não lhe escapa um centímetro a mais que a relva possa ter junto do poste direito da baliza contrária do adversário contra quem joga, ainda que o árbitro não se aperceba, pelo que deveriam ser adoptados meios tecnológicos, a não ser que se opte por relvados sintéticos, como parece querer o Sporting, mesmo que o seu presidente e os restantes corpos gerentes não tenham chegado a uma conclusão sobre o assunto, sabendo, contudo, que a sua equipa pode vir a perder pontos, bem como qualquer outra por causa do tal centímetro…blá…blá…blá… E para terminar proponho Mário Crespo para Presidente da República, pois pensa que consegue sempre lidar com o contraditório sem que se perceba a sua tendência, em nome da famigerada imparcialidade. Enfim…!
Paulo Santos