Se tiver obras de arte é importante, para além de fazer o seguro, elaborar uma ficha de identificação de cada uma das peças. O roubo de obras de arte é, tal como o tráfico de armas ou de droga, um dos negócios ilícitos mais lucrativos da actualidade. Os objectos artísticos mais apetecíveis pelos grupos criminosos organizados são as pinturas, as esculturas, peças de ourivesaria antiga e moedas raras. Os crimes são, habitualmente, bem planeados com uma escolha prévia dos objectos a serem roubados, sendo escolhidos os que têm maior valor histórico-artístico. Os locais para os roubos variam desde os museus a igrejas passando por galerias de arte e residências de particulares. A ausência de fronteiras e a globalização leva a que o produto do roubo saia rapidamente do país, entrando no circuito legal internacional, ou fica mesmo no país, reentrando no comercio legal através de uma transação normal, isto para peças de valor mais baixo. Aquelas obras que atingem milhões de euros têm muitas vezes encomendantes específicos que se auto-disciplinam mantendo as peças guardadas durante muitos anos para não se denunciarem. Por isso, se tiver obras de arte é importante, para além de fazer o seguro, elaborar uma ficha de identificação de cada uma das peças contendo os seguintes elementos:

o título (quando existir) o autor a datação as dimensões a proveniência uma pequena descrição (se tiver marcas, assinaturas, falhas, cortes, faltar partes, descrição do tema) fotografias (é muito importante fotografar as peças, porque se forem roubadas, as fotografias serão utilizadas colocadas numa base de dados da policia sobre obras desaparecidas permitindo sendo utilizadas para a sua investigação. Raquel Fraga, Historiadora de Arte