Carlos Costa O vice-presidente do Governo Regional , alertou (e bem ) de que a partir de agora a «tolerância deve ser zero» em situações futuras de aprovação de obras em zonas de risco. As conclusões do relatório final do «Estudo de Avaliação dos Riscos de Aluviões na Ilha da Madeira», inventariou entre outros aspectos preocupantes, dezenas de escorregamentos de terras, tombamentos de muros e escarpas, quedas e escoamentos de sedimentos e apontou com inquietação, os cuidados a ter com o licenciamento de obras na proximidade das linhas de água bem como, em zonas onde possa colocar em perigo os bens materiais e a vida das pessoas. Quem parece estar a marimbar-se para tudo isto são os responsáveis pelas obras públicas e privadas da Câmara Municipal de Santa Cruz, ao autorizar, um monumental aterro (ver Flagrante) com vista a construir um estacionamento próximo do Ribeiro das Hortas na Achada de Gaula, sem o mínimo de condições de segurança. Ou seja, Não deveria antes, a Câmara Municipal, exigir do promotor a sustentabilidade do aterro com muros de protecção e executar uma rede de drenagem das águas pluviais? Resultado: Nada ! Tudo à balda, incúria total! A realidade está à vista dos Gauleses: No espaço de duas semanas, com chuvas intensas são visíveis as enormes fendas, as crateras que indiciam o pior dos cenários: As terras ao cederem são transportadas pelo escoamento sobre a encosta, criando uma torrente de material sólido com enorme capacidade destrutível. Segundo a Lei de Murphy: «se algo pode dar errado, dará errado da pior maneira, no pior momento e de modo a causar o maior estrago possível». O povo de Gaula exige da autarquia uma intervenção rápida e o mais breve possível, antes que haja uma desgraça com consequências imprevisíveis.