O processo de alteração das dinâmicas empresariais e de mercado, fruto da globalização e do incremento da eficiência e da qualidade, numa lógica de diferenciação, obrigam as Organizações a estarem constantemente à procura de novos factores de competitividade sustentáveis. A inovação, tendo por base o potencial contido nas Pessoas, no "know-how" e no "know-do", na ausência de recursos naturais diferenciadores ou ainda de factores de produção baratos, tem assim surgido como factor de alteração do paradigma de crescimento sustentável regional. Este conceito é formalmente considerado como o factor de capital humano. A preocupação na gestão e diferenciação deste novo factor competitivo é assim fundamental. A gestão de competências é então essencial para o bom desempenho empresarial, analisado na óptica das necessidades efectivas de mercado, adequando às exigências actuais e às perspectivas futuras. As competências e o saber serão adquiridos e amplificados através da educação, da formação, do trabalho e até do lazer, e de uma forma contínua, fruto da evolução galopante da economia, dado o risco de se tornarem obsoletas, pelo que devemos estar atentos à oportunidade da sua reciclagem, sob pena de comprometermos a produtividade e o desempenho pessoal e das organizações. Assim, um dos principais desafios que as Organizações enfrentam é o de criar valor a partir do capital humano existente e o de desenvolver e reter líderes, capazes de desempenhos excepcionais na sua actividade. Líderes esses capazes de motivar e prosseguir a actividade empresarial em torno do objectivo comum.

Cláudio Ribeiro, Secretário-geral da AJEM