As estruturas partidárias de juventude são um grupo de jovens organizado que tenta fazer a sua parte - CONTRIBUIR. Quando falo com os mais jovens, não oculto as dificuldades da política, mas digo-lhes que, ainda assim, vale a pena. Mais do que militar para cargos, o importante é a formação cívica e política que nos desperta para a causa pública. A participação partidária não pode ser encarada como um passe para o futuro ou um abrir de portas para o carreirismo político. Haverá sempre aqueles que procuram transformar as juventudes partidárias num palco de vaidades e que consomem demasiado tempo e energias em discussões e conflitos, esquecendo-se de que, assim procedendo, apenas conseguirão ténue projecção mediática. As estruturas partidárias de juventude não podem existir apenas para subscrever as acções políticas do respectivo partido. Os jovens não devem estar confinados ao seguidismo e as "Jotas" não podem ser caixas de ressonância dos seus partidos, a título permanente... nem tão pouco funcionarem como um apêndice das máquinas partidárias. Se os jovens pensarem por si e tiverem acção própria, conseguirão genuinamente ajudar a juventude a vencer os novos desafios e dificuldades. Se a conjuntura é de dificuldades, então temos de nos adaptar aos novos tempos. Perante este desafio, o que se impõe é ser rigoroso na gestão e imaginativo na acção, também nas juventudes partidárias. Mais do que passar o tempo a arranjar slogans para as gerações futuras é prioritário continuar a dar voz aos jovens que diariamente se confrontam com problemas, ajudando-os na sua realização pessoal e cívica, sem nos esquecermos de que o presente e o futuro lhes pertencem.
Vânia Jesus, Deputada do PSD