O proclamado "povo superior" tende a desiludir. Sobe-lhe à cabeça os maus exemplos. E mania é pior que louco. Quer à conta dos desleixos ou premeditações das cúpulas. Quer graças ao contágio das bases alienadas e descomprometidas, pois, uma vez viradas para uma narrativa composta por uma esperteza mais pragmática, remedeiam-se sem pensar noutros, escolhendo um caminho discreto ou alinhando no coro dos ruídos, por obediência cega a quem manda. Um ou outro exemplar do povo dito "superior", à imagem de quem o manipula, é... perigosamente bufo. E na ânsia de mostrar serviço, desinforma sobre a vida alheia, descontextualizando diálogos, inventando relações e envenenando amizades, ficções que os mal informados consomem de modo a terem assunto e a manterem vivos os seus ódios. Mente sem escrúpulos na tentativa desesperada de estigmatizar quem não pactua com os golpes palacianos e com as negociatas do regime. Fá-lo com recurso a ameaças inqualificáveis, a esclarecimentos que negam documentos pelos próprios assinados e à acção psicológica que se resume à chantagem. Perdeu a noção do ridículo. Depois de servido na mesa do orçamento, que flexibilizou verbas devidas à construção, cospe no prato e arrota sem pedir desculpa. Subverteu prioridades. Corre para ouvir cantores pimba e políticos descredibilizados ou para um espeto de carne rija nas inaugurações, mas deixa que a sociedade perca valores e que, por exemplo, haja mulheres vítimas de violência a sobreviver ao flagelo há mais de 20 anos. Mete água. Porque não soube fazer a cobertura de pavilhões, não limpa sarjetas e despeja terras onde não deve. Deixa-se alagar pela incompetência e nada faz. Não é tolerante. Até contra os que clamam por justiça se insurge, confundindo cidadania com inveja e direitos consagrados com boicotes. As reacções provincianas sempre que surge uma acção judicial comprovam as limitações de quem se deixou manietar. Não tem nível. Desrespeita regras protocolares. Viu-se ontem na abertura do congresso da APAVT. Mas há mais, perante assuntos com interesse colectivo, apressa-se a esgotar argumentos para poder deleitar-se com a ofensa pessoal. De "vaidoso" a "porco", e outras calúnias irrepetíveis, os comentários denotam falta de cultura democrática. Julga que sabe tudo. Então, em vez de aproveitar oportunidades para aprender, tenta boicotar eventos. E para dar um ar de superioridade, corre para aqueles que mais garantias dão de agrado ao chefe. Falta-lhe mundo, aquele que o povo humilde percorre sem complexos. ANTÓNIO CÂMARA, PRESIDENTE DA YDREAMS Veio às '100 maiores' pedir ambição e capacidade de comunicação aos empreendedores. Tomaram nota? JOÃO WELSH, DELEGADO DA APAVT NA MADEIRA Defende que o Turismo deve ser a base da economia e um sector estratégico. Fê-lo com firmeza. O Governo e seus pares ouviram? ANTÓNIO TRINDADE, ADMINISTRADOR DE PORTO BAY Os seus hotéis acumulam prestígio e prémios. Entre eles, um que é bem mais difícil manter do queconquistar:a estrela 'Michelin' ANTHONY MILES, EX-PRESIDENTE DA ACIF A realidade sócio-política e económica da Região é pautada por um "jogo de insinuações". Disse-o em tribunal. Um trunfo para os perseguidos. RUI ALVES, PRESIDENTE DO NACIONAL Comprometeu politicamente o Nacional ao entrar no jogo político-partidário, o tal que mais do que unir, divide. Não aprendeu com os erros do rival.