Não valerá a pena acentuar ainda mais a importância que as qualificações têm para a competitividade, constituindo, na prática, o factor essencial para que se promovam politicas sustentadas de crescimento que gerem riqueza e emprego. Vem a "talho de foice" alguns programas televisivos de carácter lúdico, mas com uma vertente de cultura geral, onde tenho verificado que na realidade os conhecimentos andam muito por baixo. Preocupa-me, sobretudo, situações em que alguns concorrentes, presumivelmente com conhecimentos, por força das suas qualificações, revelem uma confrangedora falta de conhecimentos em temáticas fundamentais para a nossa própria estrutura enquanto cidadãos e agentes no contexto económico e social. Independentemente da "nervoseira" que a exposição televisiva, indiscutivelmente, incute, há situações que roçam a ignorância. Poderá estar em causa a qualidade dos sistemas educativos e formativos e de algumas "derivações" que os mesmos permitem. Defendo intransigentemente que se dê prioridade aos recursos humanos no sentido de aumentar o potencial de competência e do seu efectivo reconhecimento, desde que, numa base consistente no plano teórico e implementadas de forma transparente e rigorosa. Caso contrário estaremos a enganar-nos a nós próprios e a prejudicar o desenvolvimento sócio-económico do país. Sem querer generalizar e lançar alarmismos, não posso deixar de registar sinais reveladores que há algo de errado, até porque há outros exemplos para além da TV. Estatísticas à parte…
Sílvio Costa, Gestor