Adília Andrade "(…) jovem de 21 anos (…) terá sido agredida pelo namorado" - 1/11 "Mulher de 40 anos foi ontem acolhida num lar para vítimas de violência doméstica (…) perpetrada pelo marido (…)" - 12/11 "(…) mulher de 19 anos (…) vítima de agressão no interior da sua residência (…) - 13/11 "Mulher com cerca de 40 anos ficou ferida numa agressão (…) - 14/11 Estes são excertos de alguns casos do dia publicados do Diário de Notícias, neste mês de Novembro, mês em que se assinala o Dia Internacional do Combate à Violência contra a Mulher. E, infelizmente, os casos que vêm a público são apenas a ponta do icebergue da violência de que a mulher é vítima, sendo o espaço doméstico o local onde essa violência é mais frequente. Segundo o Conselho da Europa, a violência contra a Mulher no espaço doméstico é a maior causa de morte e invalidez entre mulheres dos 16 aos 44 anos, de tal modo que pesquisas feitas por organizações internacionais indicam que o risco de uma mulher ser agredida em casa pelo marido, ex-marido ou companheiro, é nove vezes superior ao de sofrer alguma violência na rua!!! A violência contra a Mulher não é um problema de mulheres: é um problema de toda a sociedade; é uma mancha negra que envergonha toda a Humanidade. Apesar das políticas adotadas, os números continuam preocupantes a exigir medidas a vários níveis: Há que mudar mentalidades: do público em geral, das vitimas, dos agressores, das autoridades judiciais e policiais. Há que promover uma educação não sexista. Há que esclarecer as vítimas, tornando-as conscientes dos seus direitos legais, ajudando-as a romper o ciclo de violência. Há que aumentar os serviços de apoio de forma a assegurar à vítima (e aos filhos) a segurança física. A ocultação e o silêncio são ainda os maiores cúmplices da violência de género. Nota: o tema da "Violência de Género" será abordado num painel promovido pelo Sindicato dos Professores da Madeira, dia 26 de Novembro, 17:30h, no auditório da Reitoria da UMa.