Tenente Coronel Bernardino Laureano Relativamente às afirmações feitas pelo Senhor José Alves, Ex. Sargento Miliciano, nas 'Cartas do Leitor' de 8 de Julho, cumpre-me na defesa do bom nome de uma instituição que se designa por Liga dos Combatentes, perguntar-lhe quais os motivos que o levaram a fazer tais afirmações? Na medida em que da consulta feita aos registos existentes, verifica-se que não é Sócio e, naturalmente nem conhece ou nunca leu o Estatuto que rege esta Nobre Instituição, uma vez que se conclui que não conhece a actividade que a Liga dos Combatentes tem desempenhado na Sociedade Civil. Não sendo Sócio e desconhecendo o trabalho desenvolvido pelos Elementos que servem voluntariamente a Liga dos Combatentes, qualquer que seja o lugar onde desenvolvem a sua acção, só poderei classificar as afirmações do Sr. José Alves infundadas, porque a Liga dos Combatentes, como já referi, funciona pela carolice dos Elementos que constituem as suas Direcções, onde dão o melhor daquilo que sabem, a troco de "nada"para protecção e benefícios dos seus Associados sem qualquer descriminação. Aconselho-o a consultar o http:/www.ligacombatentes.org.pt onde poderá ver e saber concretamente o que é, o que faz e para que serve a Liga dos Combatentes e, se tiver dúvidas faça o favor de se deslocar à Sede do Núcleo do Funchal da Liga dos Combatentes, onde qualquer elemento da Comissão Directiva o poderá informar e corrigir as suas afirmações, que consideramos mal intencionadas, uma vez que o produto do nosso trabalho tem por base ajudar os nossos Associados e de Todos os que necessitam dos nossos préstimos. Servimos os nossos Sócios, com delicadeza, carinho e de igual modo, porque não praticamos qualquer distinção e muito menos descriminação entre Sócios, mais… estamos no terreno para prestar ajuda a todos, particularmente os mais necessitados, incluindo os Combatentes sem abrigo. É verdade que a Liga dos Combatentes, criada em 1923, e oficializada em 29 de Janeiro de 1924 pela Portaria nº. 3888 beneficiando de Instituição de Utilidade Pública, sem fins lucrativos, de ideal patriótico, teve por finalidade principal prestar auxilio aos militares estropiados e às Viúvas e demais Familiares da Primeira Grande Guerra. Mas também é verdade, que esse auxílio era prestado com o dinheiro dos contribuintes, através de várias receitas então criadas, entre elas cita-se a obrigação dos cidadãos serem obrigados a pagar emolumentos através de um "Selo Liga dos Combatentes"cujo provento revertia a favor da Instituição. Hoje, nada disso existe e é ao Estado, através dos seus Organismos a quem compete o apoio aos Combatentes. Por outro lado, a Liga dos Combatentes, muito especialmente os seus Núcleos dispersos pelo Pais sobrevivem dos apoios das Entidades Oficiais e das Quotas dos Sócios e são estes últimos a quem a Liga dos Combatentes tem obrigação de socorrer. Assim sendo, como se deve culpar a Liga dos Combatentes "de que os Combatentes foram ou estão esquecidos", quando o Sr. José Alves nem tão pouco é Sócio!... Ser Sócio devia ser um dever moral de todos os Combatentes porque só assim poderia ser possível apoiar Todos os que necessitam ou estão mais carecidos. Não esqueça que a Liga dos Combatentes desenvolve no terreno acções que visam o bem estar dos seus Associados através de vários programas, dos quais se citam, os programas estruturantes Conservação das memórias, Cidadania, Cultura e Defesa. Saímos da Guiné há poucos dias depois de localizar, identificar, reunir e transladar para cemitérios devidamente preparados os restos mortais dos nossos Camaradas cujos corpos se encontravam dispersos pelas diversas zonas de acção onde actuaram as NT. Iniciamos o mesmo trabalho em Moçambique e assim sucessivamente sem preconceitos e distinção da cor, raça ou de ordem social. Por fim, considero ingrato a sua atitude ao citar a Liga dos Combatentes, quando devia ser o José Alves, na qualidade de Ex. Sargento Miliciano a cooperar voluntariamente com todos os que necessitam de soluções para casos que só a Liga dos Combatentes, através dos seus Elementos Directivos tem resolvido. Nada melhor que dar um pouco mais para uma boa causa, cooperando com uma Instituição que sobrevive das quotas e da carolice dos Sócios, em vez de se criticar quem trabalha para o Bem Comum.