Daniel Rodrigues É sempre dignificante ser premiado internacionalmente, por uma entidade altamente prestigiada. Ao DN Madeira, companheiro matinal há tantas dezenas de anos, um abraço de parabéns. Era bom que existisse uma Autoridade qualquer neste pobre país que repusesse a legalidade à longa e indignante violação às leis da concorrência de que a vossa casa é vítima há tantos anos. Esse seria "O" Prémio, um prémio para vós que o sentem dolorosamente na carne há tanto tempo, para nós leitores, companheiros silenciosos na revolta e no nojo, e sobretudo para a Democracia e Liberdade, para a qual um Diário é um símbolo, um ícone, um Paradigma! Permitam-me juntar a este texto um desabafo como gestor: escrevo numa altura em que uma enorme crise financeira faz vacilar a Europa, afectando mais dolorosamente os seus membros mais fracos e periféricos. Porque é imprescindível informar, é importante que não se perca o Norte na velocidade que as fontes em quantidade e qualidade permitem, e na paixão que o assunto seguramente suscita. A sobre-informação pode ter um efeito perverso, e a força dos Média é enorme. Acredito que numa crise tão longa é necessário estar atento à resposta macroeconómica do país como Mercado a tanta e tão longa informação Sobre a Crise. Acredito que em determinado momento pode originar uma situação de grande queda na procura interna, com consequências desastrosas para a já frágil situação das empresas. Peço que o Mercado seja monitorizado com atenção especial, por todas as entidades públicas e privadas que tenham, (e entendam bem que a têm!), uma função social importante, como por exemplo os Média, as Associações Comerciais, Sindicais, Patronais, e, claro, de governação. Esta monitorização permitirá atempadamente sentir o país real, numa possível reacção desmesurada da população à crise, e aos efeitos das medidas para combatê-la. A um problema de 5% podemos ter uma reacção de 25%. Sei que já existe uma forte contracção em Novembro no Comércio a Retalho, e a "coisa" pode ficar feia. Peço assim a todos os que lerem estas linhas, que tenham em consideração o que aqui se refere e infere. Bem hajam,