Acabo de fazer uma visita ao Concelho de Machico, que incluiu todas as freguesias e sítios, uma iniciativa a que o PS-M deu o nome de "Autonomia Aberta". Essa iniciativa pretende estender-se a todos os Concelhos da Região. "Autonomia Aberta" justamente porque o que nós pretendemos é uma Autonomia contraposta àquela que vem sendo exercida pelo PSD e que a capturou, tornando-a opaca, fechada ao POVO, refém dos interesses, conflituosa e, finalmente, submetida a Lisboa quando o desastre da sua governação vem ao de cima. Ainda há dias vimos o Vice-presidente do Governo admitir a devolução a Lisboa das competências em áreas estruturantes do Estado Social, como a Saúde e a Educação. Para mim, isto construi uma traição à Autonomia e ao POVO que por Ela há séculos vem lutando. No fundo, o PSD-M gostaria de ver o seu líder nacional governar a República, impor uma lei de despedimentos sem justa causa, despedir milhares e milhares de funcionários públicos, professores, médicos, enfermeiros, destruir a Saúde e a Escola Públicas e, assim, o Governo do PSD-M aplicaria essas medidas sem ter de se comprometer, num clima de total impunidade política como é seu apanágio. Não pretendo ficar trancado no gabinete. A elaboração de um Programa do Governo tem de ter o contributo daqueles a quem se destina. Em Machico, ouvi o POVO, contactei organizações culturais, sociais, económicas, desportivas, religiosas e ouvi aquilo que tinham para me dizer e as questões que preocupam os seus responsáveis. Senti um pulsar de vida e uma vontade de vencer que contrasta com o marasmo que se instalou na governação regional do PSD. O PS pretende um novo desígnio estratégico para a Madeira. Anunciei em Machico um Novo Conceito Estratégico de Desenvolvimento que pode ser mais uma variante para um novo modelo económico auto-sustentável, A criação "cluster do mar" e a dinamização de todas as valências do Conhecimento da Economia do Mar pode ser um dos pilares base para um novo modelo económico para a Região.

Jacinto Serrão, Presidente do PS-Madeira