Quem pretender informação rápida e concisa sobre a Madeira, ou contenta-se com o velho, e ainda útil, 'Elucidário Madeirense' ou desiste do intento.
Isto não significa falta de produção científica. Pelo contrário, muito se tem editado. Mas está tudo disperso. São fontes conhecidas dos especialistas. Os estudantes e o grande público têm dificuldades em aceder a essa informação.
Por ter já abordado esta temática nestas páginas e ser, aliás, tão evidente, dispenso argumentos para demonstrar a importância de uma obra de fácil consulta - dicionário, enciclopédia, dicionário enciclopédico... - para divulgar a Madeira e, principalmente, educar a juventude.
Nos finais das décadas de 70 e 90 do século passado, a DRAC deu ténues passos para a elaboração dessa obra. Em resposta à segunda tentativa, o CEHA prometeu um Dicionário de História da Madeira, ainda não editado.
E, mal comparando, como diz o povo, enquanto aqui dominava a inércia e despontava a "guerrinha de capelas", com bênção de quem não devia, os açorianos trataram da sua Enciclopédia e de uma 'História dos Açores'.
Ficaram os madeirenses a perder, porque, para consulta ligeira ou primeira abordagem, apenas podem contar com o amigo Elucidário, publicado em 1921 e revisto para a segunda edição (1940-1946).
A elaboração de uma obra com carácter enciclopédico é projecto urgente e útil. Como requer tempo, seria a melhor forma de comemorar o Sexto Centenário do Descobrimento da Madeira, tal como o 'Elucidário Madeirense' no Quinto.
Nelson Veríssimo