Manuel Luis Castro Neves A ultima entrevista do actual presidente da republica ao expresso, em que diz desconhecer a actual situação económica do país, que não sabia o descalabro em que a contas deste país tinham chegado, como cidadão e acompanhante todos os dias de noticiários de televisão e rádio bem como jornais, desde muito novo, deixa-me envergonhado e com certeza alguns economistas deste país. O actual presidente da República foi primeiro ministro e é economista, tinha obrigação dado que é uma pessoa que recebe ordenado do país de ter chamado a atenção do governo para o descalabro em que o país ía cair (queria um segundo mandato). Estas entrevistas levam cada vez mais à juventude válida a fugir da politica, e o país ter chegado a este descalabro. Confesso que tenho saudades da presidencia de Mário Soares e Jorge Sampaio, este ultimo para mim o melhor depois do 25 de Abril, o único que teve coragem de demitir, um primeiro ministro (Santana Lopes) quando este demonstrou não ter condições para o lugar, não lhe dando oportunidade no dia da demissão de seguir com os seus amigos e convidados para a Turquia, onde se poupou algum dinheiro. Hoje infelizmente nota-se que estes antigos ministros saem do governo (PS e PSD) e vão para grandes empresas publicas do estado onde ganham 3 a 4 vezes mais que o presidente da República e onde na nova revisão constitucional ninguem deveria ganhar mais do que o presidente da republica dada a crise que o país atravessa ( no entanto concordo com prémos pelo bom desempenho e penalidades para a má gestão). Gostei no entanto da apresentação da segunda candidatura do actual presidente, tendo como mandatários da sua comissão, 2 grandes Portugueses o General Ramalho Eanes e o escritor Lobo Antunes, embora me faça lembrar os discursos do regime salazarista (devo dizer que nunca tive simpatia pelo antigo regime) embora acho que o presidente agiu bem em cortar as despesas da sua campanha quando os outros politicos de um modo geral querem mais dinheiro para os partidos, fazendo com que o sistema fique mais pôdre, quando hoje o cidadão acredita menos nos politicos. Estou convencido que Cavaco ganha esta presidência e era bom tambem que Cavaco estivesse mais a par das contas do país (...).