A crise que nos assola é de facto preocupante. Ora vejamos, vamos começar a não ter poder de compra e toda gente irá perder com isto tudo. É de facto engraçado vermos agora suplementos, assistirmos convenções, através das rádios e das televisões, ensinar-nos a poupar devido à greve, quando a maioria não terá economias para pagar as suas prestações, quanto mais poupar. Deviam era ter feito isso e alertado na altura que ainda havia um maior poder económico, apesar de então já a palavra crise fazer parte do nosso dia-a-dia e sermos os 'coitadinhos' da Europa. Sobre o Orçamento de Estado para 2011, fico um pouco confuso com uma situação. O maior partido da oposição chega a acordo com o governo, mas hoje irá abster-se na Assembleia da República na hora da votação para aprovar o Orçamento de Estado para o próximo ano. Em que ficamos ao ver esta situação? Só se for mais confusos e menos optimistas para que isto seja uma boa resolução. E quando vemos o líder do maior partido da oposição a 'postar' numa rede social, achando que ninguém gosta deste Orçamento, só há duas ideias que tiro disto tudo: andamos durante 36 anos pós-25 de Abril a viver numa utopia e, que neste século, vamos assistir a mais uma espécie em vias de extinção, a Classe Média. Pois é, esta Classe que tudo tem aguentado e sacrificado e nada tira de benefícios. Por isso, tempos difíceis estão aí a chegar e não vai ser de curta duração.

Sobre a crise da nossa selecção, parece que está resolvida com a vinda de Paulo Bento, que fez igual ao Mourinho no Real, tirando a pressão dos ombros de Ronaldo e isso viu-se logo no jogo com a Dinamarca e também na Islândia. A selecção mostrou raça e atitude e vimos Cristiano Ronaldo no seu melhor na equipa das quinas, como já não víamos há muito tempo. Por isso, o Euro'2012 não será uma utopia mais sim uma realidade. Por isso digo, há crises e crises, umas parecem que querem ficar para sempre e outras vêm e vão logo embora.

Francisco Gomes, Repórter desportivo