Longe vão os tempos das duras travessias do mar da travessa nos barcos carreireiros. Na memória colectiva portosantense perdura a valentia dos arrais, que hoje dão, justamente, nome a algumas das nossas ruas. A evolução dos tempos trouxe a opção aérea, para "ir à cidade" ou viajar até ao continente. Todavia, a verdade é que nesse capítulo estamos hoje pior que há uma década atrás! Prejudicados! Os números assim o atestam. Um residente paga 85,14€, por um bilhete aéreo para a Madeira, comprado via internet. Se optar por agência ou balcão do aeroporto, o preço final varia e pode chegar aos 96,14€! A tarifa custa 37€. Paga-se cerca de 60€ de taxas por 15 minutos de voo! Se a viagem é para Lisboa, via Madeira, compensa comprar 2 bilhetes separados, em vez de um bilhete único (menos 11€). Já não existe a "tarifa corrida". A agravar a situação, foi retirado o voo directo das 6ª feiras, alegadamente por falta de tráfego. Ora com taxas aeroportuárias altíssimas, preços insuportáveis, sem tarifa corrida, com menos voos directos, sem interessados na rota, com constantes cancelamentos e horários tardios que prejudicam fortemente o sector turístico, não admira que haja voos com meia dúzia de passageiros. Mesmo em pleno Verão. No "jogo do empurra" sobre quem é responsável por esta situação, importa mesmo saber é quem a irá resolver! Exige-se solução! Em Janeiro, com a manutenção do Lobo Marinho, e persistindo este cenário, corremos o risco de ficar literalmente "a ver navios e aviões" a passar.

Renata Sousa, Vereadora do PS na CMPS