A estética da informação assumida e partilhada pelo DIÁRIO não é um capricho. E a prova é que, na última década, o nosso jornal acumulou várias distinções no 'European Newspaper Award'. Durante algumas edições foram enaltecidas as primeiras páginas e as capas de suplementos e da revista. Depois, surgiu o prémio inédito de páginas de abertura de secções. Agora, acolhemos a recompensa máxima: somos o jornal local europeu de 2010. A escolha, que muito nos honra, motiva diversas leituras. Mas acima de tudo comprova que o DIÁRIO não só acompanha as tendências do jornalismo moderno, na forma e no conteúdo, como é referência para a Europa que aprecia o jornalismo que se faz com alma. E o 'soul' dos jornais é a sensualidade que deriva da qualidade; a omnipresença típica de quem está em todos os lugares, através de diversos meios; a unicidade assente nos conteúdos exclusivos; e a leveza das abordagens, subtileza que não se confunde com a superficialidade. A distinção, num contexto adverso, tem outros méritos. Erradica o temor de que o global sufocaria o local, as suas especificidades, expressões e cultura. Afinal, o tempo deu razão a quem alimenta o mundo das notícias com as vivências de cada lugar. Consolida as recomendações deixadas em 2007 pela 'Innovation', que praticamos e nos dão hoje notoriedade internacional: de que importa evitar a previsibilidade e a monotonia, para melhor partilharmos um jornalismo com rosto humano e próximo do cidadão, com agenda própria e informação relevante, sem ser refém das fontes interessadas ou previsíveis, repetitivas e óbvias, um jornalismo que procura consequências, que presta serviço útil, que ajuda os leitores a tomar decisões e que promove soluções para os problemas. Neste momento de reconhecimento, importa enaltecer o esforço inovador da administração da EDN, pouco dada aos comodismos que instalam rotinas inimigas da comunicação e que tem, com regularidade, escolhido os melhores consultores para que o DIÁRIO não perca o estilo próprio, a identidade, a imagem de marca, factores que favorecem a leitura e a relação de confiança com os diferentes públicos. Dedicamos este prémio a todos quantos nos 134 anos de DIÁRIO deram e dão o melhor de si pela nobre causa da informação rigorosa e geradora de reacções e aos que em todos os departamentos e serviços sentem a causa informativa como vital. E sobretudo aos madeirenses em geral e aos nossos anunciantes, leitores e amigos em particular, por serem fiéis a este projecto sempre independente e inconformado. Certos de que quem nos lê, critica e defende estará orgulhoso desta conquista, assumimos que continuaremos empenhados em fazer um jornalismo dinâmico, com alma e equilíbrio. Que informe com verdade e acutilância. Que recorra à criatividade para que possa surpreender. Um jornalismo que tenha estética e formatos atractivos, para facilitar a fluidez informativa, na era em que mostrar é tão importante como contar e em que o interessante complementa o conceito de importante.
Ricardo Miguel Oliveira - Director